Doeu seguir em frente sem você, não fui a pessoa perfeita, mas eu me esforçava pra melhorar. Eu imaginava chegando ao topo contigo, crescendo na vida, e conquistando nossos sonhos. Sendo que eu não posso sentir por dois, foi aí que eu percebi que eu precisava seguir sozinha.
“Você está por ai, nos braços de outra pessoa fazendo suas promessas de sempre. E eu aqui, esperando o fim do mundo, que com certeza vai chegar antes de você.”— Sean Wilhelm.
“Mas to me divertindo, ué. Não é isso que mandam a gente fazer? Quando a gente chora e escreve aquele monte de poesia profunda. Quando a gente se apaixona e tudo mais e enche o saco dos amigos com aquela melação toda. Não fica todo mundo dizendo pra gente parar de tanto drama e se divertir? Poxa, to só obedecendo todo mundo. Não é isso que todo mundo acha super divertido? Beber e fumar, e beber, e fazer sexo sem amor, e beber e fumar e dançar e chegar tarde e envelhecer e não sentir nada? Sabe Zé, no começo doeu não sentir nada. Mas eu consegui. Eu não sinto nada. Nada. Nem pena do mundo eu consigo mais sentir. Minha pureza era linda, Zé, mas ninguém entendia ela, ninguém acolhia ela. Todo mundo só abusava dela. Agora ninguém mais abusa da minha alma pelo simples fato de que eu não tenho mais alma nenhuma. Já era, Zé. É isso que chamam de ser esperto? Nossa, então eu sou uma ninja. Bate aqui no meu peito, Zé? Sentiu o barulho de granito? Quebrou o braço, Zé? Desculpa. Hoje tem risada alta, tem festinha, tem maquiagem e música. O senhor promete que não me julga, Zé? Eu sei que você se atrapalha, liga aqui pra cima e fica até mudo. São tantos nomes, não é? Mas é só fazer que nem eu: chama todo mundo de “o outro”. Todos são outros. Porque o de verdade, Zé, o de verdade não existe. A gente chora, escreve lá umas poesias profundas, chora, mas um dia a gente acorda e descobre que esse aí não existe não. Amanhã é um novo dia. Um novo outro qualquer. Eu queria te dizer que eu sinto muito, Zé. Mas eu não posso te dizer isso porque a verdade é que eu não sinto mais nada. Nadinha, Zé.”— — Sarcasmo com Tati Bernardi.
“Aqui te deixo o último recado, estou saindo da sua vida. Não pense que voltarei atrás, pois não o farei. Estou saindo e te deixando uma ótima oportunidade de ser feliz, pois no fundo sabemos que nosso relacionamento só nos traz atrasos e mais atrasos. Eu nunca menti sobre o que sentia por você, aliás, sinto ainda. E estou saindo da sua vida com a maior dor no peito, um nó na garganta e com um único pensamento: eu quero que você seja feliz, nem que isso me cause sofrimento ou algum tipo de angústia. Faço o que acho melhor pra você, pra nós dois. Eu nunca pensei que te diria adeus um dia, pois na minha cabeça você realmente era eterno pra mim. Mas a vida nos mostrou que quem manda não somos nós, quem manda é uma força maior. E por incrível que pareça, as coisas começaram a dar errado pra gente, de um jeito que era impossível recuar. Eu permaneci forte em todos os momentos, dos pequenos as maiores tragédias. Eu estive do seu lado, e eu te impedi de desistir várias e várias vezes. Você sempre me arrancou sorrisos fáceis demais, mas também, me arrancou lágrimas igualmente. Houve um conflito de confiança entre nós, e mesmo assim eu continuei tendo fé em você. Eu acreditava naquele amor, sabe? Eu acredito ainda, mas não acredito que realmente podemos ficar juntos como nos nossos planos. Quem sabe um outro dia, em uma outra vida, um outro ano… Mas definitivamente, essa vida não é pra nós dois, e sabemos disso. Falta de tentativas não foi, dei o melhor de mim, e você me fez tornar uma pessoa melhor, me fez enxergar o mundo de outro jeito… Te agradeço por tudo. Eu não quero entregar esse recado nunca, pois espero que haja ainda esperança entre nós, mas se a última gota se secar, não nos restará mais nada, apenas um recado velho…”— Carol Alves, promisse.
“A insegurança é uma das piores pragas que podem atingir o nosso peito.”— Flagelos de um poeta.
